Explorar a Chapada Diamantina é uma experiência enriquecedora por si só, mas há muito mais a ser descoberto além das trilhas tradicionais e dos populares pontos turísticos.
Enquanto muitos visitantes se concentram nas deslumbrantes cachoeiras e nas impressionantes formações rochosas, uma jornada fora da rota tradicional revela um lado diferente desta região icônica da Bahia. Entre as surpresas que aguardam os viajantes está a crescente reputação da Chapada Diamantina como uma produtora de vinhos, emergindo no cenário de vitivinicultura.
Neste artigo, vamos explorar o que fazer na Chapada Diamantina, destacando uma experiência única que combina paisagens deslumbrantes com o prazer do enoturismo na região.
Confira, surpreenda-se e planeje sua próxima viagem!
Onde fica a Chapada Diamantina?
A Chapada Diamantina está localizada na Bahia, no Nordeste do Brasil. É uma região de grande importância geográfica, com uma variedade impressionante de formações rochosas, cânions, rios, cachoeiras e grutas.
É uma extensa região de relevo montanhoso que ocupa cerca de 15% do território baiano. O Parque Nacional da Chapada Diamantina abrange mais de 30 municípios, mas a sua “porta de entrada” costuma ser a cidade de Lençóis, que fica a pouco mais de 400 km de Salvador.
Por essa razão, a estrutura e a localização estratégica fazem de Lençóis um bom ponto de partida para atrações turísticas que ficam nos municípios vizinhos e o ponto inicial de quem busca o que fazer na Chapada Diamantina.
Outra opção é pegar um voo com destino à Vitória da Conquista, no Aeroporto Glauber Rocha. Essa é a melhor escolha para quem quer conhecer as cidades ao sul da Chapada Diamantina, como Ibicoara e Itaetê.
Cidades que fazem parte da Chapada Diamantina:
- Abaíra
- Andaraí
- Barra da Estiva
- Barra do Mendes
- Boninal
- Bonito
- Brotas de Macaúbas
- Érico Cardoso
- Ibicoara
- Ibitiara
- Iramaia
- Iraquara
- Itaetê
- Jacobina
- Jussiape
- Lençóis
- Marcionílio Souza
- Morro do Chapéu
- Mucugê
- Nova Redenção
- Novo Horizonte
- Palmeiras
- Paramirim
- Piatã
- Rio de Contas
- Rio do Pires
- Ruy Barbosa
- Seabra
- Souto Soares
- Tapiramutá
- Utinga
- Wagner
O que dá para fazer na Chapada Diamantina?
A Chapada Diamantina oferece uma variedade tão grande de atrações que a lista de atividades pode ser infinita.
São diversas opções, mas a programação do que fazer na Chapada Diamantina pode incluir: visita a cachoeiras, piscinas naturais, grutas e cavernas; trilhas com diferentes graus de dificuldade; prática de esportes radicais; contemplação da natureza a partir de mirantes e morros; observação de aves e outros animais silvestres; passeios noturnos por cidades e vilas de região.
Quantos dias são ideais para conhecer a Chapada Diamantina?
Por conta da grande quantidade de atrativos e cidades, uma viagem à Chapada Diamantina pode ser feita por vários dias ou com retornos frequentes durante todo o ano.
Quem visita a região pelo menos uma vez logo reconhece que é uma experiência vasta demais para ser vivida em uma única viagem. Contudo, é possível adaptar a programação ao tempo disponível, seja um fim de semana, seja um mês inteiro de férias.
O segredo do que fazer na Chapada Diamantina está em focar nas atrações que ocupam menos tempo e escolher uma localização estratégica como base para ir e vir.
Principais pontos turísticos na Chapada Diamantina
- Cachoeira da Fumaça: o atrativo a 1.490 metros acima do nível do mar apresenta uma deslumbrante queda-d’água de 340 metros, a segunda mais alta do Brasil. A visitação demanda esforço para escalar os imponentes paredões rochosos, imersos na exuberante natureza do Vale do Capão, que formam uma trilha com extensão total de 12 km, com linda recompensa no mirante.
- Igatu: cidade histórica que foi um importante centro durante a era do garimpo no século XIX. Hoje, protegida pelo IPHAN, suas ruínas de pedra contam a história desse período. O Parque Histórico de Igatu exibe peças originais da época, enquanto a Galeria Arte e Memória apresenta obras de artistas locais. Por lá também pode ser visitado o atelier do artista Marcos Zacariades.
- Morro do Pai Inácio: ponto emblemático com uma vista panorâmica espetacular das montanhas e dos vales. A experiência torna-se ainda mais especial com a visão do Vale do Capão e do Morro Branco ao longe. A elevação atinge aproximadamente 1.120 metros e o caminho até o topo é razoavelmente acessível.
- Poço Encantado: proporciona uma experiência única de contemplação da natureza. Encontra-se no interior de uma caverna adornada por impressionantes formações rochosas de estalactites e estalagmites e apresenta uma água de tonalidade azul intensa, atingindo mais de 60 metros de profundidade.
- Gruta da Pratinha: uma das atrações mais populares para quem busca o que fazer na Chapada Diamantina. Quem visita tem a oportunidade de realizar a flutuação pelo Rio Pratinha, que serpenteia o interior da gruta, e experimentar a emoção de um “voo” de tirolesa na área externa. No mesmo terreno, encontra-se a Gruta Azul, cujo acesso está restrito apenas à observação, em conformidade com as medidas de preservação ambiental.
- Vale do Pati: atrativo com extensas caminhadas em itinerários que podem se estender por até cinco dias. As atrações mais visitadas incluem o Mirante e a Rampa do Pati, os Gerais do Vieira e os Gerais do Rio Preto, o Cachoeirão, o Morro do Castelo e a Cachoeira do Funil. Essa aventura envolve acomodações em residências de famílias locais, onde a estrutura é modesta e os recursos, limitados. É ideal para quem busca tranquilidade e isolamento.
- Projeto Sempre Viva: projeto concebido como uma Unidade de Conservação para os ecossistemas locais e que se dedica à preservação da Syngonanthus mucugensis, identificação científica da flor que lhe dá nome. Por lá, também é possível conhecer os encantos naturais da Cachoeira do Tiburtino.
- Museu do Garimpo: fica no mesmo espaço que o Projeto Sempre Viva e revela a conexão histórica entre a preservação da Sempre Viva e a exploração de diamantes na região.
- Pantanal dos Marimbus: extensa planície alagável, situada ao sopé da vertente leste da Serra do Sincorá e alimentada pelas águas do Rio Santo Antônio. Esse pantanal se compõe de quatro vastas áreas, cada uma abrigando dezenas de lagoas, em uma extensão aproximada de 30 quilômetros. O colorido cenário, formado pela exuberante vegetação aquática e pela diversificada fauna, pode ser apreciado em uma suave travessia a bordo de canoas.
O que não se pode deixar de fazer na Chapada Diamantina?
Quem vai à Chapada Diamantina não pode deixar de conhecer a Gruta da Lapa Doce, mergulhar no Rio Pratinha, admirar a gruta do Poço Encantado, subir até Cachoeira da Fumaça, admirar a vista a partir do Morro do Pai Inácio, mergulhar na história da região no Projeto Sempre Viva e Museu do Garimpo e explorar paisagens menos óbvias, como o pantanal dos Marimbus.
Contudo, a lista do que fazer na Chapada Diamantina pode se estender muito, a depender do tempo livre e da disposição.
O que fazer em 3 dias na Chapada Diamantina?
Se você só tem três dias disponíveis, o primeiro passo é admitir que não será possível conhecer todas as atrações da região. Uma dica é escolher como base uma única cidade, que servirá de ponto de partida para pontos turísticos próximos.
Nossa recomendação de roteiro na Chapada Diamantina tem como destaque Mucugê, município reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que tem localização estratégica para passeios imperdíveis.
Confira, a seguir, nossa curadoria do que fazer na Chapada Diamantina em três dias.
Dia 1 na Chapada Diamantina
Você pode reservar o primeiro dia para apreciar o belo conjunto arquitetônico da cidade de Mucugê, que pulsa história em cada esquina. Uma parada obrigatória é o Cemitério de Santa Isabel, construído em estilo bizantino, onde se avistam lápides que reproduzem o formato de pequenas igrejas góticas.
Também é possível incluir nesse dia uma visita ao Parque Municipal de Mucugê, que abriga o Projeto Sempre Viva, dedicado à educação e à preservação ambientais, e o Museu Vivo do Garimpo.
Dia 2 na Chapada Diamantina
Um segundo dia em Mucugê pode ser dedicado a atividades ao ar livre que permitam uma conexão mais próxima com a natureza. O município é cercado por cachoeiras, como as do Tiburtino, da Moça Loira, das Andorinhas e dos Funis, que ficam a pouca distância e podem ser acessadas por meio de trilhas leves.
Além disso, vale a pena explorar a programação noturna, que vem crescendo com a presença de boas opções gastronômicas.
Dia 3 na Chapada Diamantina
Em um roteiro enxuto, o terceiro e último dia precisa ter um clima de grand finale, certo? Então guarde energia para desfrutar de uma experiência especial de enoturismo na UVVA.
A vinícola oferece estilos variados de tour e a programação fica ainda mais completa com a exposição de arte montada na galeria, localizada na cave subterrânea. E, como vinhos excepcionais pedem uma gastronomia à altura, ainda é possível incluir na programação um momento para conhecer o menu contemporâneo do restaurante Arenito.
Mas não importa se seu roteiro na Chapada Diamantina é de 3, 5 ou 7 dias e nem a organização dessas visitas aos pontos turísticos. Qualquer dia é perfeito para visitar a UVVA. Basta se programar, casando os dias e atrações de acordo com preferências e disponibilidade.

Tours UVVA: uma experiência plena de belezas naturais e vinhos finos
A UVVA é uma excelente opção para quem quer vivenciar o enoturismo na Chapada Diamantina, com foco em uma região plena de atrativos naturais unidos à tecnologia de produção de vinhos brasileiros.
A vinícola oferece opções de tour a todos os estilos de amantes dos vinhos, desde as pessoas que estão ensaiando os primeiros passos nesse universo até os especialistas que querem conhecer o processo de produção de ponta a ponta.
Opções de tours para todos os tipos de perfil
Para quem passa pela região, a Visitação UVVA é uma atração ideal para quem deseja fazer um passeio breve, mas pleno de atrativos. O tour permite o acesso ao pavimento turístico do prédio da vinícola, degustação de rótulos premiados, visita ao wine bar e à loja para a compra de vinhos especiais.
O tour Entusiasta Sincorá é a opção perfeita para quem está com a agenda mais enxuta. Ao longo de uma hora, é possível fazer uma visita panorâmica aos vinhedos e saber um pouco sobre as técnicas de manejo, além de conhecer a cave onde os vinhos estagiam.
Para visitantes que têm mais tempo disponível, a pedida é a Experiência UVVA. Com duas horas de duração, o tour inclui visita aos vinhedos e aos bastidores desta vinícola no nordeste, com acesso à área técnica.
Já a Imersão Vindima é para quem quer mergulhar fundo no mundo da vitivinicultura. Isso porque o tour ocupa os dois turnos com uma prazerosa maratona que incrementa a visita técnica com uma verdadeira aula sobre vitivinicultura, com direito à participação na colheita e na passagem pelas etapas iniciais da produção dos vinhos. A Imersão Vindima ocorre no mês de julho.
Todos os tours são realizados com a equipe de enologia da UVVA, o que propicia um nível maior de troca e de conhecimento entre o público e a vinícola.
Como reservar um tour na UVVA?
Os tours acontecem de terça a domingo, inclusive nos feriados, a partir das 9 horas. Para agendar sua visita, basta entrar em contato por meio do site ou via WhatsApp.
Com quanto tempo de antecedência você pode reservar seu tour?
Não há regra para prazo, mas as vagas são limitadas, pois a UVVA prefere receber grupos reduzidos para oferecer uma experiência personalizada. Então, quanto antes você se programar, melhor!


