A tecnologia na produção de vinhos tem revolucionado o setor, permitindo aprimorar a qualidade e a consistência dos vinhos e otimizar os processos de vinificação de maneira sustentável. Com a integração de avançados sistemas de monitoramento e controle, a tecnologia possibilita uma gestão mais precisa das variáveis envolvidas na produção, desde o cultivo das uvas até o engarrafamento.
Nesse contexto, um laboratório bem equipado e gerido desempenha um papel fundamental, permitindo análises detalhadas da equipe de enologia para garantir a qualidade do produto e o desenvolvimento de novas técnicas e sabores, elevando a complexidade do vinho.
Destaque entre vinícolas brasileiras premiadas, a UVVA aposta em um modelo inovador de negócio, que considera a experiência de 360º em torno do vinho. Além de investir em produtos e serviços de excelência, o projeto destaca o papel da tecnologia e da ciência para explorar o potencial que o terroir de Mucugê já entrega.
Conheça, a seguir, como são os processos de produção dos vinhos da UVVA e os detalhes sobre o laboratório usado por nossos enólogos.
UVVA: mistura de arte, vinho e turismo na Chapada Diamantina
Além dos rótulos de excelência, a UVVA se destaca no universo do enoturismo no Brasil por oferecer um leque de experiências para promover um mergulho completo no universo dos vinhos, combinando enoturismo, arte contemporânea e alta gastronomia.
A vinícola oferece opções de tours para todos os estilos de amantes dos vinhos, desde as pessoas que estão ensaiando os primeiros passos nesse universo até os especialistas que querem conhecer o processo de produção de ponta a ponta.
Quem visita o projeto também tem a oportunidade de conhecer a galeria de arte instalada em sua cave subterrânea, que proporciona, literalmente, uma imersão. Atualmente, o espaço é ocupado pela exposição “O tempo espelhado”, do artista baiano Marcos Zacariades, radicado na vizinha vila de Igatu, que passa em revista 20 anos de sua carreira.
Outro lugar que não pode ficar de fora é o restaurante Arenito, que se junta aos vinhos da UVVA para proporcionar uma experiência enogastronômica extraordinária. O chef André Chequer assina um cardápio elegante, no qual técnicas da cozinha internacional dialogam com ingredientes locais para oferecer uma gastronomia contemporânea e autoral.
Arquitetura da UVVA e o espaço dedicado ao laboratório de enologia
O projeto arquitetônico da UVVA é assinado por Vanja Hertcert, que traz a experiência de 25 anos de carreira dedicados ao universo dos vinhos.
O prédio de mais de cinco mil metros quadrados dialoga com tendências contemporâneas, como linhas retas, fachada ventilada e utilização de vidro, que privilegia a incidência de iluminação natural e permite que visitantes vejam tudo o que se passa no interior do laboratório.
O primeiro impacto visual é causado por três grandes destiladores, que permitem visualizar a passagem do vinho e alterações nas nuances de cor a depender do processo pelo qual a bebida passa (destilação alcoólica, volátil ou de nitrogênio). Outro equipamento que chama a atenção de quem observa é o analisador de estabilidade tartárica, que permite antecipar a identificação de possíveis resíduos.
Tubos de ensaio e microscópios também fazem parte desse cenário. Além das áreas turísticas, com vista panorâmica do vinhedo e da Serra do Sincorá, essa proximidade com os bastidores da produção dos vinhos acaba se tornando um show à parte.

O trabalho da equipe de enologia da UVVA
O papel da área de enologia de uma vinícola é trabalhar no processo de produção de vinho, desde o plantio das uvas até o engarrafamento da bebida, além de desenvolver produtos e serviços.
Na UVVA, a equipe de enologia se divide em duas frentes – a área técnica e o enoturismo –, ambas sob a coordenação do enólogo Marcelo Petroli. Elas são marcadas pela presença de pessoas com alta qualificação profissional, com perfil de busca permanente por conhecimento e inovação para manter o padrão de excelência dos produtos e serviços oferecidos pela vinícola.
Principais equipamentos
Ao mesmo tempo em que os destiladores chamam atenção pela robustez da estrutura, o trabalho da equipe do laboratório também inclui análises minuciosas feitas com a ajuda de instrumentos familiares para quem lembra das aulas de ciência na escola. Um deles é o erlenmeyer, recipiente de vidro com base em formato de balão que é utilizado para fazer a chamada titulação – identificação de substâncias a ser neutralizadas durante o processo de fabricação do vinho.
Já o analisador de estabilidade tartárica é um equipamento essencial para observar se determinadas amostras de vinho podem vir a conter resíduos sólidos na garrafa, aquela borra cristalizada comum em vinhos e sucos de uva. A equipe do laboratório consegue antecipar as análises de forma que é possível corrigir imperfeições ainda no campo, antes mesmo da colheita da uva.
A análise microbiológica é outra atividade importante da rotina do laboratório que exige uma atenção extra, já que todos os equipamentos precisam ser esterilizados em autoclave para garantir a segurança das amostras. Com a ajuda de microscópio, a equipe analisa colônias de microrganismos para identificar características como formato e origem.
“É como se fosse uma grande família, e cada elemento tem nome e sobrenome. Essa análise é importante porque pode trazer soluções inovadoras e orientar processos, como fermentação e estágio em barricas”, explica Joyce Fagundes.
Outra atribuição do laboratório e que pode passar quase despercebida está no rótulo. As informações sobre graduação alcoólica, percentual de carboidratos e proteínas ou incidência de açúcares são validadas a partir das análises realizadas pelo setor. Também é responsabilidade do laboratório emitir laudos para órgãos de controle, como o Ministério da Agricultura, e para a participação em concursos e premiações.

Processo de produção dos vinhos
Até chegar à sua adega, nossos vinhos cumprem um itinerário com etapas cuidadosamente planejadas para resultar em um produto de excelência. Do plantio ao armazenamento, cada detalhe importa.
Plantio
A UVVA tem uma área de 52 hectares de vinhedos plantados em uma inusitada forma de círculo, conhecida como pivot. Parcelas de diferentes formatos e tamanhos se integram em um leiaute surpreendente, que abriga pelo menos dez tipos de uva, com destaque para Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Petit Verdot, Chardonnay e Sauvignon Blanc.

Colheita
Para garantir uma colheita estratégica, nós utilizamos a técnica da dupla poda. Realizada duas vezes por ano, em janeiro e setembro, a ação permite realinhar o ciclo da videira de forma a permitir a formação de ramos produtivos e a maturação plena das uvas. Em julho, as uvas são colhidas à mão para que os frutos cheguem cuidadosamente à área de produção.

Envase
A UVVA utiliza garrafas de tom verde-escuro para manter os vinhos protegidos da incidência de luz. Isso permite que a bebida siga seu processo evolutivo de forma mais controlada, garantindo a qualidade com o passar do tempo. Inicialmente, as garrafas novas são esterilizadas e, após a entrada da bebida, o processo é reforçado com aplicação de vácuo para evitar oxidações precoces. Depois, as garrafas recebem a rolha e a vedação.

Armazenamento
Antes de chegar às garrafas, alguns dos nossos vinhos passam por estágios em barricas de carvalho, o que pode variar de seis a doze meses, a depender do tipo. Depois que vão para os vasilhames de vidro, alguns voltam para mais um período na cave, enquanto outros já recebem rotulagem e seguem para comercialização.

A ciência que dá um toque a mais ao que o terroir oferece
A ciência desempenha um papel crucial na produção de vinhos brasileiros, permitindo que os produtores compreendam e potencializem as características do terroir, que se referem às influências específicas do ambiente, solo e clima e das práticas vitivinícolas da região.
Na vinícola UVVA, o coração da ciência pulsa no laboratório, que é estruturado para realizar análises físico-químicas e microbiológicas da uva ao vinho. Responsável pela coordenação dele, Joyce Fagundes nos conta um pouco como funciona a rotina do setor.
“No período de vinificação, quando a uva é recepcionada e processada, nós realizamos uma caracterização físico-química e microbiológica inicial, para que a equipe de enologia já tenha ideia do produto que a uva irá se tornar, no sentido do potencial que ela traz”, revela.
“Fazemos o acompanhamento da multiplicação das leveduras e avaliação nutricional do mosto, durante as fermentações alcoólica e malolática (processo no qual o ácido málico de sabor ácido é convertido em ácido lático de sabor mais suave). Depois dessas etapas, temos os processos de clarificação e estabilização, quando são feitos testes de bancada até identificarmos o ponto ideal do padrão UVVA”, acrescenta.
Contudo, o trabalho da equipe do laboratório não para por aí. O setor atua também no momento em que o vinho é enviado para as barricas até o fim do período do estágio. Depois que a equipe de enologia determina o momento ideal para retirada, Joyce e sua equipe ainda entram em cena para fazer todo o acompanhamento e a avaliação do produto final, antes de ser envasado e comercializado.

Conheça a UVVA e o potencial produtivo da Chapada Diamantina
A UVVA surge com a produção de vinhos de alto padrão no coração de Mucugê, na Chapada Diamantina, se consolidando cada vez mais como referência de vinícola no cenário nacional. A distinção dos vinhos da UVVA não se deve ao acaso.
A vinícola está imersa em um terroir que contribui para a elaboração de uvas e vinhos de identidade única. Conheça mais!
Terroir e condições climáticas
A região de Mucugê tem características naturais que não se encontram em nenhum outro lugar do mundo. O solo franco-argilo-arenoso, marca registrada desse território, garante o desenvolvimento pleno dos vinhedos graças a uma estrutura que equilibra drenagem, plasticidade e profundidade adequadas.
A localização 1.150 metros acima do nível do mar é outro marco geográfico fundamental. O clima tropical de altitude tem traços muito peculiares quanto a umidade, recorrência de chuvas e amplitude térmica, que tornam o lugar particularmente propício para a produção de vinhos de alta gama. Essa combinação confere à região um terroir sem igual.
Maturação em barricas de carvalho
Para potencializar as cores, os aromas e sabores dos vinhos, a UVVA utiliza barricas clássicas, a maioria de carvalho francês de diferentes perfis, assinadas por fabricantes de renome internacional. As peças são escolhidas com a ajuda de uma tecnologia de seleção de carvalho que permite identificar a granulometria a partir da leitura a laser. A intensidade da tosta e o tempo de estágio também influenciam no resultado final.
Na UVVA, temos sete rótulos que ganham o auxílio luxuoso das barricas de carvalho para alcançar os níveis mais elevados de equilíbrio e complexidade (Cordel, Diamã, Cabernet Sauvignon, Syrah, Pinot Noir, Petit Verdot e Cabernet Franc). Cumprindo diferentes jornadas, cada um deles estagia por períodos específicos em contato com o tipo de carvalho mais adequado para potencializar suas características.
Microsafras de destaque
Alguns rótulos da UVVA têm acesso restrito, pois são elaborados em microlotes, produções provenientes de parcelas especiais do vinhedo que acabam resultando em vinhos igualmente singulares. Os rótulos da UVVA com tiragem limitada são o Chardonnay, o Cabernet Sauvignon e o Petit Verdot.
O Chardonnay é o único à venda em nosso e-commerce, enquanto o Cabernet Sauvignon e o Petit Verdot estão disponíveis apenas na sede da vinícola.
Vale mencionar, ainda, o memorável Cabernet Franc, já esgotado. E não podemos deixar de destacar o 800 Quilates, fruto de uma microparcela de uvas Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc descoberta na fase inicial de testes da vinícola – este, por seu valor imensurável, tem uma tiragem limitadíssima e não está à venda.
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