A avaliação de vinhos é um misto entre arte e técnica que envolve uma análise minuciosa das características sensoriais da bebida, desde sua aparência e seu aroma até seu paladar complexo, sendo uma parte importante do processo de produção.
No entanto, você sabe o que é levado em consideração para definir a qualidade da bebida?
Neste artigo, você vai entender sobre aspectos analisados na avaliação de vinhos, trazidos sob o olhar do enólogo que comanda a equipe de enologia da vinícola UVVA, Marcelo Petroli. Portanto, prepare-se para uma jornada de descoberta que iluminará a relação entre as características da bebida e o prazer de degustar vinhos excepcionais.
Boa leitura!
Como os vinhos são avaliados?
Seja em uma avaliação profissional, seja amadora, há diversos critérios que precisam ser observados para determinar o grau de qualidade do vinho. Coloração, aroma e sabor formam o tripé essencial, mas sensações mais subjetivas e a forma como a bebida evolui também entram em jogo.
Inclusive, essa didática é o guia para construir as tabelas de pontuações de vinhos e prêmios às bebidas excepcionais.
Entenda a didática da avaliação de vinhos
Esse processo de avaliação de vinhos combina teoria e prática para analisar os rótulos de maneira aprofundada e precisa. Para tanto, ele abrange os aspectos análise sensorial, vocabulário específico e técnicas de degustação.
Ao dominar essa arte, os apreciadores podem apreciar vinhos com maior discernimento e prazer.
A seguir, acompanhe como Marcelo Petroli, enólogo-chefe, analisa os rótulos UVVA com base em seu conhecimento técnico em enologia.
Exame visual
“Essa primeira etapa serve para avaliarmos os aspectos cor, limpidez, transparência, intensidade do brilho, viscosidade e densidade. Também é possível notar se há alguma interferência ou defeito de filtração”, explica Marcelo Petroli.
Além disso, de acordo com a Associação Brasileira de Sommeliers do Rio Grande do Sul (ABS-RS), começar o estudo dos caracteres organolépticos do vinho pelo aspecto visual é a ordem lógica e natural.
Isso acontece porque a cor do vinho e seus detalhes permitem observar pontos como:
- se o vinho é branco, rosado ou tinto;
- se é espumante ou tranqüilo;
- uma ideia da idade, se é jovem ou velho;
- se está são ou defeituoso.
Exame olfativo
Já o exame olfativo é um dos pontos mais importantes na avaliação de um vinho para os sommeliers.
De acordo com Marcelo Petroli, esse critério é muito abrangente, mas podemos destacar três tipos de aromas: primário, aquele proveniente da uva; secundário, que é resultado da fermentação; e o terciário, que tem influência dos estágios em barricas.
Em cursos da ABS, esse treinamento é feito com a base teórica do enólogo Émile Peynaud, autor de diversas obras sobre vinhos. O pesquisador francês apontava que a parte mais interessante da avaliação dos vinhos é a análise dos aromas.
Segundo o especialista, para apresentar aroma é preciso considerar características como volatilidade e solubilidade. A partir daí, é possível identificar aromas primários, secundários e terciários.
- Aromas primários: originários da própria uva, que dependem da variedade com que foi elaborado o vinho;
- Aromas secundários: aromas originados durante a fermentação alcoólica, que provêm dos álcoois superiores, ésteres, ácidos etc;
- Aromas terciários: aromas de envelhecimento, formados sobretudo durante o envelhecimento na garrafa.
Exame gustativo
Esse é, sem dúvida, o momento mais desejado para quem gosta de apreciar um bom vinho, mas não é tão simples quanto parece.
“É nesse momento que percebemos a estrutura do vinho, a presença de acidez e teor alcoólico. Outro aspecto importante que pode ser detectado nesse momento é a qualidade dos taninos, principalmente no caso dos tintos”, destaca Petroli.
Segundo a ABS-RS, a avaliação do aspecto gustativo do vinho é a que mais pesa no cálculo da nota de um vinho nas avaliações de sommeliers. Isso acontece porque, além do próprio sabor, também são considerados aroma de boca e o retrogosto.
Com base nisso, profissionais podem confirmar os aspectos olfativos e acrescentar certos aromas que se volatilizam na temperatura da boca.
Sensações finais
Depois de observar os aspectos visuais, olfativos e gustativos, chega a hora de dar uma opinião do conjunto da obra. O importante, aqui, é o equilíbrio, que está ligado à integração entre todos os elementos, como destaque para teor alcoólico, acidez e tanino.
A partir desses três elementos, cada vinho terá personalidade e sabor distintos. Daí a importância da compreensão desses elementos para a avaliação e a apreciação de vinhos.
Evolução
“O vinho está em constante evolução, desde o período pós-vinificação, passando pelas barricas de carvalho ou de inox, até a abertura da garrafa. A bebida estará continuamente sendo modificada pelas reações químicas que acontecem ao longo de todo o processo”, confirma Marcelo.
No momento da avaliação de vinhos, a evolução refere-se às mudanças sensoriais que ocorrem na degustação, desde a primeira impressão até o fim. É interessante ressaltar que essa percepção pode se dar até após o consumo, quando nos referimos a vinhos marcantes e com complexidades aromáticas diversas.

Como o terroir pode ser um diferencial para a avaliação de vinhos?
Para além do rigor nos processos de produção, é o terroir que fala mais alto na hora de encantar a pessoa que avalia um vinho. Afinal, é aí que está o DNA da bebida.
Dessa forma, as características iniciais do vinho começam no cultivo das uvas e nos aspectos do local. Isso porque o terroir é composto de uma série de fatores, como solo, clima, topografia, altitude e práticas agrícolas locais, que juntos contribuem para as características únicas de um vinho.
“Por exemplo, um vinho produzido em Mucugê, região onde se registra grande amplitude térmica, é marcado pelas características acidez presente, frescor e taninos aveludados. Tudo isso é proveniente da maturação das uvas no nosso terroir, que é influenciado pelo clima tropical de altitude, único na viticultura mundial”, explica o enólogo-chefe.
Com técnicas aprimoradas e uma equipe de ponta acompanhando os processos, é possível aproveitar o melhor de cada terroir e produzir bebidas de alta gama para ganhar boas pontuações na avaliação de vinhos.
Claro, a ação humana e a tecnologia contribuem para essa diferenciação, mas é possível ter autenticidade das bebidas desde a escolha do terroir para cultivo.
Qual é o impacto da avaliação de vinhos para vinícolas?
Para as vinícolas, passar pelo crivo de especialistas é desafiador, porém fundamental para o aperfeiçoamento de processos e produtos. Os feedbacks que chegam servem para guiar o trabalho da equipe técnica, que consegue, assim, manter o senso crítico e identificar oportunidades de melhoria.
Além disso, esse modelo de avaliação de vinhos oferece visibilidade às vinícolas, reconhecimento da marca e prestígio. É mais que um selo: é um incentivo a um empreendimento que envolve geografia, tecnologia e conhecimento humano em meio a muito amor e dedicação pela vitivinicultura.

Conheça a Vinícola UVVA
Além de garantir vinhos incríveis para abastecer sua adega, a UVVA é uma vinícola no Nordeste que oferece uma experiência completa para guardar em um lugar especial da memória.
A vinícola mantém uma programação com tours especiais para incentivar o enoturismo no Brasil, conta com uma galeria de arte no interior da cave e ainda propõe um passeio pela gastronomia contemporânea no restaurante Arenito.
Entenda por que essa é uma das vinícolas brasileiras premiadas que merecem sua atenção.
Vinhos premiados e bem pontuados
Os vinhos da UVVA já figuram entre os rótulos mais respeitados por premiações internacionais por meio da avaliação de vinhos, alçando a vinícola a um lugar entre as vinícolas brasileiras de destaque.
Além de James Sucking e o Guia Descorchados, a UVVA garantiu duas medalhas de ouro para o Cordel e o microlote Chardonnay, ambos da safra de 2019, no Brazil Wine Challenge.
A vinícola também foi destaque no Vinalies, realizado em Bordeaux, na França, que premiou com medalha de prata o Cabernet Sauvignon de 2019.
Uvas produzidas em terroir único
Em Mucugê, na Chapada Diamantina, há a predominância do solo do tipo franco-argilo-arenoso, cujas composição, textura e dinâmica de absorção de água contribuem para tornar o ambiente favorável ao desenvolvimento dos vinhedos. A região também é marcada pelo clima tropical de altitude, que tem características muito peculiares quanto a umidade, temperatura e recorrência de chuvas.
No entanto, o traço mais relevante é a amplitude térmica, que diz respeito à oscilação entre as temperaturas mínima e máxima. A localização 1.150 metros acima do nível do mar também faz toda a diferença.
Combinados, todos esses elementos se juntam para compor um terroir único que dá aos vinhos da UVVA uma identidade genuína.
Enólogos para extrair o melhor de cada safra
O terroir é senhor absoluto quando o assunto é a identidade de um vinho, mas a UVVA consegue potencializar o que a natureza oferece graças a uma equipe de enologia que trabalha sob critérios de qualidade rigorosos.
Extraindo o que há de melhor de cada safra, os técnicos na área acompanham e garantem uma produção de alto nível de ponta a ponta.
Brinde a qualidade do vinho com a UVVA
Experimente os rótulos de destaque na avaliação de vinhos dos profissionais da área.
A UVVA oferece uma experiência única em cada taça, unindo bebidas de alta qualidade que traduzem o todo o potencial do terroir de Mucugê, na Chapada Diamantina.
Conheça os vinhos brasileiros da UVVA e faça sua própria avaliação!

